Nov 21 2007
Motor a ar - Solução pro tal do aquecimento?
Eu já tinha ouvido falar algo a respeito, mas um ppt (sim, os famosos ppts no email da empresa) me fez pensar sobre essa possível solução.
E a história começou há 25 anos, quando Antonio Pedro Dariva, vulgo Professor Pardal, teve a fodástica idéia de substituir a pressão causada pela fusão, pela pressão do ar comprimido.
Depois de cálculos, cálculos, protótipos, testes, cálculos, testes, … enfim!
O Professor chegou ao modelo atual, apresentado na Feira Internacional de Econegócios desse ano.

O DMEC tem um princípio simples:
O motor recolhe o ar do ambiente e comprime a 400º graus celsius. Com o calor o ar se expande e forma a pressão (que nos motores convencionais é obtida pela queima de combustível) necessária para mver os pistões da caixa do motor. Depois do processo o ar resfria e é jogado novamente no ambiente com uma temperatura de 10 graus celsius negativos.
Como o ar expelido é mais frio que o ambiente, ele pode ser utilizado como refrigeração do carro e até no ar condicionado. Isso ajuda a proteger a camada de ozônio. Além disso, o motor capta ar quente e poluído e devolve ar frio e filtrado para a atmosfera.

Além de não usar nenhum combustível poluente, o óleo do motor pode durar até 4 anos, pelo simples fato de não ter contato com as sujeiras e solventes, diga-se de passagem dos combustíveis atuais.
Mas acalmem-se, o motor ainda não está 100% eficiente. Explico: O cilindro que armazena o ar perde a pressão depois de aproximadamente 350 Km, e precisa ser calibrado.

Agora o Professor, dono da patente PI0103594-0, contará com investimentos externos em sua empresa, para que seja possível a produção em série do DMEC.
___
Fotos e inspiração literária retiradas do tal do ppt, no email da empresa.
___
Update, por Flávio, nos comentários :
Já existe uma tentativa de comercialização deste tipo de tecnologia, com protótipos em teste.
http://www.motormdi.com/

O Prêmio Nobel ironicamente nasceu com a morte de Alfred Nobel, grande químico mais conhecido pela invenção da dinamite.
Não quero questionar a capacidade dele, nem o merecimento do prêmio, mas impressão que eu tenho é de que sem a mídia, talvez o “merecedor” seria outro.
O iPod foi lançado em 2002, mas explodiu mesmo em 2005. E quase 20 anos depois da descoberta, eles ganham o Nobel de Física.