Nov 29 2007
Desabafo: educação
Inovação é a chave para o sucesso em qualquer segmento, e todos nós sabemos disso, certo?
Errado!
Pelo menos assim pensa a maioria das instituições de ensino. Privadas e públicas, especialmente as públicas. A forma de ensinar é a mesma há anos e anos.
Eu sai da escola em 2003. Escola estadual. Esse ano tive a oportunidade de voltar lá, devido a pequenos problemas com o meu histórico escolar. Achei que ia chegar lá e ver tudo diferente, que nada!
A cantina de todas as manhãs, igual. A diretora, a mesma.
As salas, o patio, os guardinhas, as inspetoras, o dono da cantina, as funcionárias da cantina, os professores, tudo estagnado. Nem o mau-humor típico da secretaria mudou.
O mundo público está estagnado.
Temos professores iguais, modelos iguais, livros iguais, recursos iguais, didática igual em tempos diferentes, para alunos diferentes.
É como se os alunos com idéias novas, em tempos novos (o que é absolutamente normal) tivessem (e têm) que voltar ao tempo, para aprender os velhos conceitos da mesma velha maneira de sempre.
Certas coisas não mudam mesmo. X sempre vai ser igual a menos B mais ou menos a raiz quadrada de delta, sobre 2 vezes A.
O que muda é a forma como isso é passado e compreendido. Isso torna as coisas legais ou chatas.
Mas engano seu, caro leitor, se você acha que só em escolas públicas acontece isso. Não é muito ou nada diferente em escolas, faculdades ou cursos.
Durante a pequena oportunidade que eu tive de ser uma educadora (cerca de 1 ano, em uma escola de informática), mesmo com os cursos lindos, prontos, interativos e montadinhos, tentava algo diferente:
- um exercício extra: sempre cortavam meu barato, dizendo que tava mais pra desafio que pra exercício
- exercícios práticos: e acompanhamento 1 a 1
- ou pelo menos a boa e velha atençao de verdade, e interesse no aluno, muitos deles se interessavam muito mais em aprender só com esse ponto.
Pra mim, o grande segredo dos grandes e amados professores está aí: interesse verdadeiro no que está ensinando aos seus alunos e o que os mesmos estão aprendendo. É mais que gostar do que faz, ou saber fazer, é fazê-lo com interesse.
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Samantha, to dando aula de hardware, e é realmente complicado, principalmente dando aula no ensino profissionalizante em escola pública estadual. O lab não é essas coisas, e está difícil dar aula prática com falta de material.
A escola pública estadual não muda nunca. As coisas continuam as mesmas, e olha que eu me formei em……hããããã, éééeé (esqueci, maldito DDA…..), acho que em 1995, e as escolas continuam com a mesma cara. É incrível como o governo estadual parou no tempo neste ponto. Li o texto do prof. Declev (que nomezinho, hein? Só não é mais complicado do que o dos indianos da Satyam que prestam serviço de SAP aqui para a Nestlé), e vi exatamente o que ocorre na sala de aula. Pelo menos a diretora da escola onde dou aula me deu um pouco de liberdade para inovar (mas não muito, rsrsrs), pois minha turma é muito novinha, média de idade é 17 anos (alunos do colegial), aí já viu, né?
Enfim, eu me pergunto, quando o ensino desse país vai mudar. Precisamos de melhorias, as pessoas hoje são multimidias, plugadas, principalmente da minha geração (1970-1980) para frente. Não adianta lecionar com técnicas do século passado, inovar (e navegar) é preciso. Parece que ainda tem professora da escola púiblica que manda o aluno escrever a pesquisa em folha de papel almaço (tem cabimento???? A lan-house do meu bairro da zl cobra 2,00 reais por hora e 0,50 por impressão….sinceramente). E tem escola que tem dois micros compartilhados na secretária e só.
Precisamos de inovação, inclusão, e principalmente, parar com a roubalheira.
Ah, desabafei também, hehehe.
beijos
Leandro